Meu Bem Comer - Por Marcelo Dieb

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Comer sem sal e outros 7 mitos derrubados pela medicina

Muitas das falsas crenças que campeiam sobre nutrição, saúde e hábitos de vida vêm de lendas, más interpretações, medos ou generalizações que ignoram os avanços científicos. Não sofra por conta do microondas, mas também não ache que vá ter visão noturna se comer muita cenoura. Confere aí alguns mitos que a gente descobriu pra você.  

1 - Usar o micro-ondas dá câncer É totalmente falso, assim como no caso dos celulares e computadores. ?A comida em um forno de micro-ondas esquenta graças à agitação que as ondas produzem nas moléculas de água presentes em maior ou menor medida nos alimentos. Não se trata de radiação ionizante, por isso não tem um efeito capaz de provocar mutações no DNA celular?, assinala o medico Manuel Castro, especialista em medicina preventiva e saúde pública do Complexo Hospitalar Universitário de La Coruña e membro da Sociedade para o Avanço do Pensamento Crítico (ARP-SAPC). ?Outro mito frequente é pensar que o micro-ondas destrói os nutrientes dos alimentos. Na verdade, pode ser uma opção melhor do que outros métodos de cozimento, por exemplo, para as verduras?, acrescenta a doutora em farmácia e nutricionista Marian García.

2- Muito sal não é saudável Quando dizem a uma pessoa que ela tem a pressão arterial muito alta ou que deve baixar de peso, ela provavelmente passa a ver com receio o saleiro, acreditando que eliminar o sal da dieta será a solução. Engano. ?Estudos recentes da Faculdade de Medicina da Universidade de Boston (Estados Unidos) indicam que uma dieta baixa em sódio nem é tão benéfica para nossa saúde nem ajuda a diminuir a pressão arterial. A chave está na ingestão de sódio, potássio e magnésio. Entre as pessoas que participaram do estudo, aquelas com maior ingestão combinada de sódio (3,7 gramas ao dia) e potássio (3,2 gramas ao dia) tiveram a pressão arterial mais baixa?, explica a dietista-nutricionista Elisa Escorihuela. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda um consumo inferior a 5 gramas de sal ao dia, que é aproximadamente o sal que caberia em uma colher de café. Mas a especialista explica que não é o sal de nossos saleiros que devemos deixar de usar: ?Se achamos que devemos reduzir o consumo de sal de nossos saleiros, estamos enganados, o excesso que consumimos está nos alimentos pré-cozidos, aperitivos industrializados e molhos que compramos. O aconselhável é reduzir a zero os alimentos prontos e embalados?.

3 - O mel é um açúcar natural e, portanto, é melhor que o açúcar processado Se em seu café da manhã nunca falta uma boa dose de mel porque você acha que assim ficará a salvo dos problemas do açúcar processado, é melhor ir deixando de lado essa crença. ?O açúcar sempre é açúcar e o corpo não distingue a procedência de uma molécula? adverte Àlex Pérez. Por isso, acrescenta, ?o abuso do mel pode ser tão prejudicial para nossa saúde quanto o do açúcar refinado?. ?O açúcar branco que se põe no café contém 100% de sacarose, enquanto o mel é uma mistura de frutose, glicose, sacarose e 18% de água, juntamente com uma pequena quantidade de vitaminas e minerais?, indica o perito. Mas essa combinação não evita que seus três ingredientes principais sejam açúcares que, sem importar sua procedência, ?causam o mesmo efeito em nosso organismo?. Embora muitas pessoas resistam a acreditar, recorda Marian García, a Organização Mundial da Saúde aponta que os açúcares presentes de forma natural no mel, nos xaropes, nos sucos de fruta e nos concentrados de suco de fruta são considerados açúcares livres. E estes, estejam presentes de forma natural no alimento ou sejam acrescentados posteriormente, são ?um de principais fatores que estão provocando o aumento da obesidade e da diabetes no mundo?, assinala a OMS. ?O mel contém em torno de 80% de açúcares que, no organismo, comportam-se como açúcares livres. Portanto, sua ingestão deveria ser limitada, assim como a do açúcar branco?, conclui García.

4 - Não faz mal exagerar no azeite porque ele é saudável O azeite de oliva é um símbolo da dieta mediterrânea. Entre os benefícios atribuídos a esse apreciado ouro líquido está o de que ajuda a baixar de peso. ?É um alimento saudável, mas dada sua composição, que é principalmente de 99% de gordura, mesmo com ácidos graxos monoinsaturados que são saudáveis para o coração, não se pode dizer às pessoas que consumam 200 mililitros ao dia sem problema porque lhes fará bem à saúde?, explica a nutricionista Luisa Solano. ?Não se pode dizer que ajuda a baixar de peso, porque essa ideia fica gravada na cabeça do consumidor e ele tende a abusar. Na verdade, ocorre justamente o contrário. Começa-se a notar um aumento de peso ao consumir de forma excessiva essa gordura, por mais saudável que seja?, assinala a especialista. A quantidade recomendada ao consumir azeite de oliva fica em torno de três ou quatro colheres de sopa ao dia, que podem ser distribuídas nas distintas refeições.

5 - Beber chá nos faz baixar de peso Seja vermelho ou verde, o chá é uma das bebidas que desperta mais simpatias por sua associação com uma dieta saudável. Além disso, muitas pessoas acreditam que essa bebida fumegante pode ser uma aliada para combater os quilos a mais. ?Esse tipo de infusão tem componentes antioxidantes, mas de maneira nenhuma nos faz baixar de peso. Não adianta nada beber quatro litros de chá mantendo o mesmo estilo de vida sedentário com o mesmo consumo de energia?, ressalta a nutricionista Luisa Solano, doutoranda em nutrição na Universidade Complutense de Madri. Nem tudo é o que parece, por isso não devemos nos deixar enganar pelos benefícios do chá. Exagerar na quantidade pode afetar nossa saúde: ?Não se deve ultrapassar as três xícaras ao dia. As indicações dessas infusões são importantes no caso das pessoas hipertensas ou com excesso de peso, por sua propensão a uma pressão arterial elevada, já que o conteúdo dessas infusões pode aumentar a pressão causar taquicardia, assim como em outras pode ter um efeito laxante?, indica Solano.

6 - Comer de noite engorda Comer a uma determinada hora não será o que nos fará engordar. ?O que faz ganhar quilos é comer mais do que nosso organismo é capaz de consumir, seja de noite ou de dia. As variações hormonais reguladas pelo ciclo circadiano (noite-dia) podem modificar o apetite ou a sensação de saciedade, mas comer um donut com chocolate acompanhado de um refrigerante nos fará engordar qualquer que seja a hora?, afirma Àlex Pérez. O que as visitas noturnas à geladeira poderiam, sim, provocar, como indica Pérez, é que tenhamos um desajuste nos horários e precisemos reordená-los

7 - Os alimentos orgânicos estão livres de pesticidas e são mais nutritivos Muitos atribuem aos produtos com etiquetas como ?bio? ou ?eco? benefícios maiores que os trazidos por aqueles que não as têm. Acreditamos que esses alimentos foram cultivados de forma mais natural e tendemos a pensar que não foram utilizados pesticidas e outros produtos químicos como na agricultura convencional. Mas isso significa que realmente são melhores para nossa saúde? ?Não existe evidência científica de que os alimentos orgânicos sejam mais nutritivos e saudáveis. Embora seja verdade que na agricultura orgânica não é permitido o uso de produtos sintéticos, podem ser utilizados alguns pesticidas e produtos fitossanitários sob condições como o manejo de pragas, doenças e ervas daninhas?, observa Marian García. ?Nos cultivos ?bio? são autorizados alguns pesticidas naturais, como o sulfato de cobre ou o caulim (com alumínio), entre outros. Essas substâncias não são inofensivas, sua acumulação pode ser tão tóxica quanto ? ou mais do que ? alguns dos pesticidas chamados de sintéticos?, acrescenta Àlex Pérez. Não se pode confundir, como diz o especialista, o fato de associar propriedades saudáveis com a sedução da ideia de apostar na agricultura de proximidade. ?O que mais costuma nos atrair nos alimentos orgânicos é a produção local e o benefício para os pequenos agricultores de nosso entorno. E também a manutenção da diversidade das variedades, por cultura gastronômica e porque resgatando algum gene de uma variedade, talvez seja possível criar novas variedades com maior riqueza vitamínica ou mais resistentes a certas doenças vegetais?, ressalta o nutricionista

8 - A cenoura dá uma excelente visão noturna Trata-se de um mito com história bélica de fundo. ?Durante a II Guerra Mundial, a Força Aérea Britânica (RAF) conseguiu cumprir uma operação às escuras, durante a noite. Para explicar a façanha, o Ministério da Alimentação afirmou que os soldados tinham conseguido aquilo graças à boa visão noturna que possuíam por comer muitas cenouras durante o dia?, recorda a dietista Elisa Escorihuela. Essa apiácea é muito rica em betacaroteno, substância que lhe dá sua típica cor laranja e, depois da digestão e absorção, transforma-se em vitamina A. ?Para formar uma molécula de vitamina A são necessárias grandes quantidades de betacaroteno. Quando o organismo detecta níveis suficientes dessa substância, ele os regula para não acumular níveis altos de vitamina A, porque podem chegar a ser tóxicos. Por isso, comer um monte de cenouras não vai ser melhor para nossa visão?, aponta a nutricionista. A vitamina A ativa ? ou retinol ? também pode ser encontrada nos ovos, no leite, na manteiga, na carne e nos peixes. Por sua vez, o betacaroteno é abundante na abóbora, batata-doce, mamão e manga, entre outros. Ou seja, em todos os vegetais de cor alaranjada. ?É verdade que um déficit de vitamina A pode provocar problemas de visão, como a chamada cegueira noturna. Mas dizer que quanto mais cenoura as pessoas comerem, melhor será sua visão noturna, pode ser muito arriscado?, conclui o nutricionista Àlex Pérez.

Fonte: elpais.com.br

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